ESPECÍFICAS DO BB
BB apresenta proposta para ACT, mas questões econômicas seguem pendentes
01.09.2026
Negociação foi remarcada para esta terça-feira (1º); Feeb SP/MS acompanha as tratativas e reforça cobrança por valorização e igualdade de direitos para funcionários de bancos incorporados
Negociação foi remarcada para esta terça-feira (1º); Feeb SP/MS acompanha as tratativas e reforça cobrança por valorização e igualdade de direitos para funcionários de bancos incorporados
Após uma sequência de rodadas de negociação, o Banco do Brasil apresentou uma proposta global para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) específico dos funcionários. A proposta foi apresentada no sábado (29), em São Paulo, durante a 10ª rodada de negociação, e reúne questões em cláusulas sociais, saúde, carreira e condições de trabalho.
As tratativas, que inicialmente seriam retomadas nesta segunda-feira (31), foram remarcadas pelo banco para esta terça-feira (1º de setembro). A expectativa é avançar nos pontos que permanecem pendentes, especialmente nas questões econômicas.
A Feeb SP/MS acompanha as negociações por meio de sua representação nas mesas e avalia que as medidas apresentam questões importantes construídas durante a Campanha Nacional 2026, mas ressalta que ainda há reivindicações do funcionalismo que precisam de respostas.
“As propostas apresentadas são importantes e foram construídas ao longo das negociações, especialmente nas cláusulas sociais, mas não podemos deixar de registrar que os funcionários aguardam também valorização econômica”, afirma Maria Aparecida da Silva, a Cida, representante da Feeb SP/MS na Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB).
Principais pontos da proposta
Entre as medidas apresentadas pelo Banco do Brasil estão:
* abono de ausência em 31 de dezembro de 2026;
* ampliação da licença-paternidade de 20 para 35 dias, para pais de filhos nascidos a partir de 30 dias após a assinatura do ACT;
* aumento de 15% no auxílio para filhos com deficiência, passando de R$ 760,48 para R$ 874,55, ainda sem considerar o índice de reajuste da Campanha Nacional;
* reavaliação da função dos atendentes da Central de Relacionamento, com novos papéis e responsabilidades e elevação do salário de referência de R$ 4.795,12 para R$ 6.302,77 a partir de janeiro de 2027, também antes da aplicação do reajuste da Campanha Nacional. Atualmente, 558 funcionários ocupam a função, com previsão de abertura de mais 30 vagas;
* criação de mesa específica para discutir os modelos de acompanhamento da rede Diope;
* revisão, a partir de 2027, dos exames complementares para identificação e acompanhamento de doenças crônicas;
* inclusão dos funcionários egressos dos bancos incorporados no Programa Bem Viver, condicionada à expansão do atendimento nas CliniCassi;
* adoção do modelo do SESMT para atendimento à NR-1, incluindo a questão dos riscos psicossociais;
* aumento da indenização por morte em decorrência de assalto, de R$ 316,6 mil para R$ 550,5 mil;
* compromisso de apresentação, em até 60 dias, de alternativas para o enfrentamento do endividamento dos funcionários;
* continuidade das discussões sobre saúde e previdência dos egressos dos bancos incorporados, com acompanhamento sindical e compromisso de inclusão da medida no ACT.
Bancos incorporados: igualdade permanece na pauta
A inclusão dos egressos dos bancos incorporados no Programa Bem Viver é um dos pontos destacados pela representação da Feeb SP/MS. A medida está condicionada à expansão do atendimento pelas CliniCassi.
Para Cida, o avanço precisa fazer parte de um processo mais amplo de garantia de igualdade entre todos os funcionários do Banco do Brasil.
“Os funcionários egressos exigem os mesmos direitos e o mesmo acesso aos benefícios. A CEBB quer igualdade de tratamento para todos os funcionários do Banco do Brasil”, ressalta.
A proposta prevê ainda a continuidade das avaliações e negociações relacionadas à saúde e à previdência desse público, com acompanhamento das entidades sindicais.
PCDs, certificações e ações afirmativas
Outras medidas construídas ao longo das rodadas também passam a integrar o conjunto de avanços da negociação. Entre elas está a ampliação do Programa de Apoio à Mobilidade de Dependentes PCDs (PAS) para pais e mães de dependentes com deficiência. O programa possibilita antecipação salarial para aquisição de veículos de até R$ 100 mil, com pagamento em até 96 meses, sem juros e limite equivalente a 12 salários.
Segundo os dados apresentados pelo BB, a mudança amplia o universo de potenciais beneficiários de 3.404 para 7.271 pessoas.
Também houve ampliação de duas para cinco jornadas de trabalho por ano para funcionários PCDs realizarem reparos em seus equipamentos.
No campo das ações afirmativas, o banco se comprometeu com a inclusão no ACT de políticas para priorizar mulheres, pessoas com deficiência e pessoas não brancas nos processos seletivos internos.
Também está prevista estabilidade na função comissionada por seis meses após o retorno ao trabalho para funcionárias vítimas de violência doméstica, além da redução de jornada para mulheres em lactação induzida, com extensão do direito a casais homoafetivos em que as duas mães sejam funcionárias do BB.
Outros pontos
O conjunto de propostas contempla ainda a ampliação do afastamento para acompanhamento em casos de união estável, o ressarcimento dos custos para funcionários aprovados nas certificações da Anbima e abono de até cinco dias para realização dessas certificações.
O Banco do Brasil também assumiu compromisso com ações voltadas ao desenvolvimento e à requalificação profissional do funcionalismo.
Negociação continua nesta terça-feira
Apesar dos pontos registrados, a negociação ainda não está encerrada. A representação dos funcionários aguarda respostas para pontos pendentes, com destaque para as questões econômicas.
A mesa que estava prevista para esta segunda-feira (31) foi remarcada pelo Banco do Brasil para terça-feira, 1º de setembro, quando as partes voltam a discutir a renovação do ACT específico.
A Feeb SP/MS segue acompanhando as tratativas e defendendo avanços que contemplem valorização econômica, melhores condições de trabalho, proteção à saúde e igualdade de direitos para todo o funcionalismo do Banco do Brasil.
FONTE: FEEB/SP