NOVA PROPOSTA DA CEF
Texto amplia de 6,5% para 9% o teto de participação da Caixa no custeio do Saúde Caixa, preserva o pacto intergeracional e traz mudanças no Super Caixa e em outros pontos; proposta será avaliada em assembleias na segunda-feira (21)
A Caixa Econômica Federal apresentou, nesta quinta-feira (17), uma nova proposta aos empregados após mais uma rodada de negociação da Campanha Nacional 2026, em meio à greve nacional da categoria.
A nova proposta altera pontos importantes do Saúde Caixa e contempla também questões relacionadas ao Super Caixa, Figital, carreira e aos dias de mobilização.
A Feeb SP/MS participou das duas mesas de negociação, pela CONTEC e pela Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa). Na mesa da CEE/Caixa, a Federação foi representada por Tesifon Quevedo Neto, dirigente sindical de Ribeirão Preto.
“Conseguimos avançar em pontos importantes que estavam no centro das reivindicações dos empregados. No Saúde Caixa, houve a preservação do pacto intergeracional e do modelo solidário, além da ampliação da participação da Caixa no custeio. Agora, cabe aos empregados avaliar a proposta nas assembleias”, afirma Tesifon Quevedo Neto.
Saúde Caixa
Um dos principais pontos da nova proposta é a ampliação, a partir de 2027, do teto de participação da Caixa no custeio do Saúde Caixa, que passa dos atuais 6,5% para 9% da folha de pagamento.
O texto preserva o pacto intergeracional e o modelo solidário, sem diferenciação das mensalidades por faixa etária, e mantém o Saúde Caixa no ACT.
A contribuição do titular será de 3,7% da remuneração-base, enquanto o dependente direto terá mensalidade de R$ 560. Para dependente indireto filho de 21 a 24 anos, o valor será de R$ 660. Para filhos de 24 a 27 anos e pais e mães remanescentes, será de R$ 900. O teto do grupo familiar, para titular e dependentes diretos, ficará em 9%, igual ao percentual que a Caixa passará a aportar no plano.
Em relação à proposta anterior, a cobrança por consulta em pronto atendimento cai de R$ 150 para R$ 120, enquanto a telemedicina permanece isenta de coparticipação.
A proposta prevê ainda a constituição, em até 60 dias, de um grupo de trabalho para discutir um novo modelo de gestão do Saúde Caixa, com análise da governança, estrutura, prestação de contas e possíveis novas fontes de receita.
Para 2026, não haverá reajuste das mensalidade e, com relação ao déficit previsto para 2026, a Caixa assumirá os custos com o PAMS retroativo a 2021 e fará a antecipação da cota parte da empresa do 13º salário de 2028, 2029 e 2030.
Também estão previstas negociações periódicas sobre o plano, com debate sobre a isonomia de direitos entre empregados contratados em diferentes períodos.
Super Caixa e outras medidas
No Super Caixa, a proposta prevê a individualização de indicadores para que ocorrências individuais não prejudiquem toda a unidade, além da ampliação de 25% para 50% da premiação pela habilitação inicial, ainda no segundo semestre de 2026.
Também estão previstas melhorias na atualização das informações de vendas e resultados, além da criação de uma comissão para análise de situações individuais e recursos. Para 2027, novas regras e possíveis ajustes no programa deverão entrar em discussão.
No Figital e Genesys, não haverá penalização em 2026. Para 2027, o intervalo considerado deverá passar dos atuais cinco para dez minutos. O modelo permanecerá em discussão com a representação dos empregados.
A Caixa manteve ainda o pagamento de R$ 3 mil por empregado, relacionado ao resultado do Índice de Eficiência Operacional (IEO) de 2026.
Greve e compensação
A proposta estabelece tratamento diferente para a paralisação de 20 de agosto e para os dias da atual greve. O dia 20 será abonado, sem desconto aos empregados. Já os dias úteis de greve em setembro deverão ser compensados em até 180 dias, a partir da aprovação da proposta.
O texto também prevê a preservação dos direitos dos empregados que atuam como caixa-minuto e tesoureiro por prazo, para que a paralisação não provoque prejuízos funcionais.
Proposta será avaliada nas assembleias
Com o encerramento da rodada, a decisão passa agora aos empregados. A nova proposta será submetida à avaliação da categoria em assembleias na segunda-feira, 21 de setembro.
A votação está prevista para ocorrer das 11h às 18h.
Em caso de aprovação dentro do prazo estabelecido, a previsão é de pagamento, em 30 de setembro, dos valores relacionados ao reajuste salarial, PLR, Super Caixa e prêmio extraordinário de R$ 3 mil.
A Feeb SP/MS reforça a importância da participação dos empregados nas assembleias para avaliação e deliberação sobre a proposta.
Fotos: Contraf CUT/Contec
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