CAMPANHA SALARIAL – proposta Fenaban
A assembleia de deliberação sobre a proposta será realizada entre os dias 3 (quinta-feira) e 4 de setembro (sexta-feira). Todos os detalhes estarão no edital, que será publicado em breve.
Para além das cláusulas econômicas, a proposta garante a manutenção de todos os direitos da Convenção Coletiva de Trabalho e prevê avanços como a participação efetiva dos trabalhadores e seus sindicatos no programa de gerenciamento de riscos (PGR); gestão ética da tecnologia; direito à desconexão; requalificação e realocação profissional; e o encarecimento das demissões para os bancos, com indenização adicional aos bancários .
Foram mais de dois meses de negociações duríssimas e várias propostas rejeitadas, nas quais os banqueiros queriam acabar com a mesa única; dividir a categoria por faixa salarial; regionalizar e rebaixar vales alimentação e refeição; ameaçaram judicializar a renovação da CCT; e, até a última mesa, pretendiam impor arrocho. Graças à mobilização, à nossa unidade nacional e à capacidade de negociação, foi conquistada valorização real para salários e todas as verbas, além da manutenção de todos os direitos e avanços para o presente e futuro da categoria.
O Sindicato avalia que – em um cenário no qual a categoria não conta com a ultratividade (garantia da validade de um acordo coletivo de trabalho, além da sua vigência, até a assinatura da sua renovação) – conquistar o aumento real, a manutenção de todos os direitos e ainda avançar em relação à saúde e cláusulas sociais é um saldo positivo para a Campanha dos Bancários 2026.
A CCT dos bancários tem 85% de suas cláusulas que garantem direitos acima da CLT. A preservação de todos estes direitos, o aumento real e as novas conquistas são fruto da nossa unidade nacional, mobilização e capacidade de negociação. Foi a categoria unida, bancários de bancos públicos e privados, espalhados por todo o país, representados com muita responsabilidade pelo Comando Nacional, que protegeram a nossa CCT e impediram o arrocho salarial.
Caso aprovada, a proposta de aumento real para esse e o próximo ano fará com que a categoria bancária acumule, entre 2004 (início da mesa única) e 2027, um reajuste total de 286,5%, com 25% de aumento real. Para o piso, o ganho real chegaria a 47,1%.
A inflação (INPC) para a data-base dos bancários (1º de setembro) será divulgada no dia 11 de setembro, quando será possível definir qual será o reajuste total (INPC + 0,6% de aumento real) para salários e demais verbas em 2026.
Bancários enfrentaram duras negociações e derrotaram ataques
O processo negocial deste ano foi particularmente difícil, com 13 rodadas de negociação, as quais duraram pelo menos 8 horas cada uma, e oito propostas rejeitadas.
A negociação que culminou na proposta final dos banqueiros começou no início da tarde de sexta (28), se estendeu por todo o dia e noite, varou a madrugada e foi encerrada somente na noite de sábado (29), com duração total de 32 horas.
Desde o início das negociações, o Comando Nacional enfrentou e venceu ataques à mesa única de negociação; derrotou a estratégia da Fenaban em levar o processo negocial até uma data próxima da data-base da categoria, valendo-se do fim da ultratividade; não se curvou às ameaças de judicialização; barrou a tentativa de dividir a categoria por faixas salariais; e superou propostas que iniciaram com uma perda real de 1,5% para a categoria, rebaixavam o vale-alimentação, congelavam a PLR e retiravam direitos.
O Comando Nacional, com a força da mobilização da categoria em todo o país, se manteve firme e derrotou os ataques à nossa unidade nacional e também a tentativa dos banqueiros de impor um arrocho salarial e extinguir direitos. Mostramos, rodada após rodada, que não aceitaríamos retrocessos e nem sair do processo negocial sem a valorização real do trabalhador bancário, avanços nas cláusulas sociais e todos os nossos direitos mantidos.
FONTE: SEEB SP